A arte e a sua defenição é altamente discutivel.

 

Ontem estive com uma colega de trabalho que cozia anilhas num casaco que comprou nos saldos e estava a ficar suberbo. Enquanto isso dizia-lhe que se a casa onde estou fosse nossa, o plano era fazermos uns stencils, e pintar-mos as paredes com coisas feitas por nós.

 

Ela respondeu prontamente como se a resposta ao meu problema não fosse um problema, "então quando forem embora pintam como estava!".

 

E eu estupidamente porque não pensei nisso...? Sempre a levar tudo certinho à risca como se fosse uma criança tão bem comportada, a verdade é que ela tinha razão, quando nos formos embora, pintamos como estava. Portanto não há desculpas para o não fazer.

 

Desde a fazermos os nossos próprios stencils, a escrever-mos poemas nas paredes, ou simplesmente a grafitar as nossas paredes com aquilo a que nós reconhecemos como arte, a verdade é que nada nos pode deter de nos sentirmos bem onde estamos.

 

Uma colega um dia disse, "casas alugadas, que horror, eu só saí da casa dos meus pais se poder comprar a minha própria casa, uma casa alugada nunca é nossa!"

Eu retorqui, não sei porquê, disse-lhe simplesmente isto "é verdade que não é nossa, mas é o nosso lar e é para nós, não vamos deixar de viver a nossa vida só porque aquela casa não é nossa no papel."

 

Para quem não entende este conceito, para além daquilo a que a minha compreensão vai, esta casa alugada é minha e do meu marido, até a decidirmos não continuar a aluga-la. Vai fazer parte das nossas recordações mais felizes e menos felizes e no que toca a isso, isso fa-la ser nossa.

 

Portanto, o próximo projecto é pintar paredes com coisas absolutamente estúpidas e que apeteça aos dois, desde que estejamos ambos de acordo!

publicado por Ange às 13:53